Ana Eduarda Santos nasceu em Lisboa, no ano de 1983.
Escreveu o primeiro livro, Luz e Sombra, aos quinze anos, e com ele ganhou o Prémio de Revelação da Associação Portuguesa de Escritores’98 para a área de ficção. Em 1999, e durante alguns meses, colaborou com o Diário de Notícias Jovem, tendo alcançado dois primeiros e dois segundos prémios em prosa, bem como diversos textos publicados na Internet. No ano seguinte, em Janeiro, foi convidada a integrar o grupo "Novos Escritores, Novos Leitores", da divisão das Bibliotecas da Câmara Municipal de Lisboa. Em Setembro obteve uma menção honrosa no Prémio Nacional do Conto Manuel da Fonseca, instituído pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém. Publicou Luz e Sombra em Abril de 2001, vencendo o Prémio Nacional do Conto Eça de Queirós no mês seguinte.
O Resto do Mundo é o seu segundo livro.
A noite é, por excelência, um tempo de introspecção, silêncio, resguardo. Um lugar escuro por fora, de horizontes que têm tanto de mágico como de ignoto. Porém, para alguns de nós, noite extravasa os trâmites normais e pode ser a forma como vemos o mundo (planeta ou pessoal), ou a maneira como nele estamos. O léxico ligado a esta parte do dia e do tempo é imenso. Tão quilométrico como palavras como "... benzodiazepinas". Descobri-lo é um pouco ver no negro as cores do resto do
mundo.
OS
DIAS DIFERENTES Ana
Eduarda Santos
Cidades. Se houvesse, de forma visível, uma palavra a ligar a presente colectânea de contos, seria cidades. Escritos ao longo de oito meses, em espaços diferentes - quer físicos, quer temporais -, versam todos sobre a urbana vida de pessoas retratadas em figuras tão díspares e até mesmo opostas entre si como os meios citadinos. De alguma forma, nem que seja pela ausência ou nostalgia, há um elo entre as personagens e o meio onde habitualmente se inserem. Um ambiente rápido, electrónico, por vezes asséptico, desconhecido. E, claro, à semelhança de todas as coisas modernas que partilham estas características, basta um insólito (como uma viagem), um erro de cálculo (como nos computadores) ou um feliz desencontro para termos, pelo menos por dentro, um dia diferente.
INCLUI:
"Os Dias Diferentes" (colectânea) - menção honrosa no Prémio de Conto Manuel da Fonseca 2000, instituído pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém
"Sim ou não?" - primeiro prémio de prosa DN Jovem, de 25 de Novembro de 1999
"Os Dias Eléctricos" - prémio Nacional de Conto Eça de Queirós 2001, instituído pela Biblioteca Nacional e com o apoio do jornal Público e da editorial Presença
"A Latino-Americana" - publicado na revista cultural MEALIBRA, em Julho de 2001
"Um Estranho Sessenta e Sete" - a publicar no primeiro exemplar de O VOO DA CORUJA.
Inéditos.
A
HISTÓRIA DO HIDROAVIÃO António
Lobo Antunes - Vitorino
"Era uma vez um homem sentado diante de casa, a olhar o rio. Casa é maneira de falar porque não se pode chamar casa a uma barraca de tábuas costuradas com arame e reforçadas de placas de cartão, com um pedaço de zinco a servir de telhado. Mas nessa parte da cidade, em Cabo Ruivo, ao pé dos fumos da Siderurgia, quem tinha chegado de África, como o homem, sem mais roupa que a do corpo e sem mais bagagem que um baralho de cartas, era dessa forma que se governava. O Boeing de Angola desembarcava em Lisboa as pessoas fugidas à guerra, e no dia seguinte lá andavam elas, truca truca, truca truca, a martelar cabanas num baldio de ervas frente aos vapores do Tejo, entre armazéns ao abandono e um hidroavião que era um esqueleto de morcego, com a pele de lona a desfazer-se debaixo da surpresa das gaivotas.(...)"
Uma comovente história de amor e saudade por África e uma estranha viagem de hidroavião sobre Lisboa, ilustrada por um músico, Vitorino
A
RECONQUISTA DE OLIVENÇA Ascêncio
de Freitas
Quando Chico Sacoto parte para a guerra de reconquista de Olivença, levando com ele a sua mãe cega como uma imagem de infortúnio e solidão, atravessa um mundo vazio povoado por figuras evanescentes de fantasmas, e descobre de repente que a sua vida não é mais do que um amontoado de recordações do passado, onde o presente não existe e o futuro é um abismo de dúvidas e de medo. Esta narrativa, onde agilmente a realidade se entrelaça no fantástico, é uma clara alegoria sobre a esperança e a liberdade de pensamento, de onde emanam a força da fantasia e os excessos do sonho, a par de uma terrível interrogação: para que caminhos do futuro estamos nós a conduzir a juventude?
Pag. 216
ROTEIRO
DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA Armando
Vieira e Carlos Fiolhais
UM GUIA DE
CIÊNCIA COMPLETO E INDISPENSÁVEL
Armando Vieira, físico e professor coordenador no Instituto Superior de Engenharia do Porto, e Carlos Fiolhais, professor catedrático na Universidade de Coimbra e igualmente físico de formação e profissão, laçaram mãos à obra na elaboração de um roteiro de ciência e tecnologia que pretende incluir "recursos para jovens de todas as idades".
A ideia é original, pelo menos no nosso país, e os autores conseguiram colocar nas mãos do leitor um guia muito completo e informativo, que é de grande utilidade para um público variado. Os temas incluídos neste livro são múltiplos, desde bibliotecas, museus e jornais, a universidades, laboratórios de investigação e associações científicas. Trata-se de um livro particularmente útil a escolas, pois inclui referências muito concretas a locais de interesse, a bibliografia, a pessoas, a universidades, a portais da
internet e a outros recursos variados.
Quer saber que locais de interesse científico se encontram na vizinhança do seu local de residência? Quer saber que vídeos educativos pode encontrar em português sobre o corpo humano? quer enviar uma notícia de carácter científico para a imprensa e não sabe quais são os jornalistas, os diversos meios de comunicação, que podem estar interessados? Quer escolher o curso científico e não sabe quais são as universidades que o oferecem? Quer saber dados actualizados sobre o sistema solar e não sabe quais são os sítios da
internet mais apropriados e fiáveis? Para todas essas questões, este guia oferece uma resposta, surpreendentemente completa, actualizada e segura.
É grato verificar que o Expresso e os cadernos "Revista" e "Vidas" aparecem referidos como divulgadores de informação científica, assim como é interessante notar uma lista muito completa de livrarias que oferecem, em vários pontos do país uma maior variedade de títulos científicos e técnicos. mas é ainda mais reconfortante notar uma listagem de fontes informativas menos conhecidas, mas igualmente úteis, como sejam revistas de sociedades científicas, seus contactos e sítios da
internet, e vários centros de investigação.
Este guia oferece a informação de forma muito organizada, o que o torna particularmente útil a jornalistas, investigadores, museólogos, bibliotecários e organizações relacionadas com a ciência ou a sua divulgação. Num primeiro capítulo, oferecem-se sugestões sobre os meios de procura de informação, incluindo aí uma secção com conselhos sobre a abordagem de especialistas. No corpo principal, organizado por temas e por ordem alfabética, incluem-se os tópicos já referidos e muitos outros, tais como empresas, encontros científicos regulares, centros de congressos "maining lists" e "software" didáctico. Dois extensos apêndices completam o livro com sugestões sobre a escolha de uma carreira científica e uma lista de livros de carácter científico.
Nuno Crato Expresso | 18 Agosto 2001 "Cartaz"
PERCURSOS
NO FEMININO Maria
Graciete Besse
Maria Graciete Besse nasceu na Caparica. Licenciou-se em Românicas pela Faculdade de Letras de Lisboa. Vive em França há alguns anos. É Professora Catedrática na Universidade Michel de Montaigne em Bordéus. Publicou vários livros. Nesta mesma editora estão disponíveis os romances "Mulher sentada no Silêncio", "Labirintos do corpo", os livros de poemas "Olhar Fractal", "Mediterrâneo - Um Nome de Silêncios" e o ensaio "Alves Redol - O Espaço e o Discurso". Tem colaboração dispersa em jornais e revistas.
AS
PALAVRAS, A PÁGINA E O LIVRO - A Construção
Literária na Obra de Paul Auster.
Clara
Sarmento
Clara Sarmento é professora no Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP), na área científica de Línguas e Culturas.
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses, ramo Científico) e Mestre em Estudos Anglo-Americanos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde prepara Doutoramento em Cultura Portuguesa.
Autora de numerosos trabalhos de investigação, conferências e publicações em Portugal e no estrangeiro, nas áreas da Literatura e Cultura Anglo-Americana, Literatura e Cultura Portuguesa, Literatura Comparada e Etnografia.
Membro da comissão editorial da Polissema: Revista de Letras do
Iscap.