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As Mãos Cheias de Terra
(textos do Andarilho)
José Viale Moutinho |
"José Viale
Moutinho, jornalista do Diário de Notícias, apresenta-nos
agora, depois de Histórias do Tempo da Outra Senhora, Hotel Graben e Os Sapatos do
Defunto, obras publicadas nesta mesma colecção, um conjunto de lembranças,
«Textos fugidos à vida efémera da página de jornal ou da palestra, porque
portadores da emoção e da ironia de um dos grandes narradores do remoto
imaginário português.» (excertos da contracapa). «Dar corda aos sapatos é
andar por aí, pelo país português, no cometido exagero de ir até aos
contornos da Velha Galécia, mergulhar na vida e na obra deste e daquele,
passar da pincelada paisagística ao traço biográfico, para que não se percam
elementos da memória da nação, meter o nariz entre as páginas de uma lenda,
desarrumar a papelada inédita de um escritor, etc.» (p. 7).
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ORDEM DO TEMPLO
Pedro Silva |
«A Ordem dos Cavaleiros Templários, conhecida mundialmente, será, para todo
o sempre, um motivo de interesse para uma imensa maioria e objecto de estudo
para uma escassa minoria, pelo que, no global, o certo é que quase todos
conhecem ou querem conhecer aquilo que fez, o que representou e quais os
legados históricos» Com uma invulgar objectividade histórica, esta obra é,
fundamentalmente, «um resumo histórico desta Ordem militar e religiosa tão
importante no contexto nacional e internacional», não esquecendo que «nas
nossas veias circulam ainda réstias do sangues dos Cavaleiros Templários.»
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ZECA
AFONSO - AS VOLTAS DE UM ANDARILHO
(3ª edição)
Viriato
Teles
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A Editora Ulmeiro
está a distribuir nas livrarias a obra "Zeca Afonso - As
Voltas de Um Andarilho", de Viriato Teles. A edição
assinala o 70º aniversário do nascimento do cantor de "Grândola
Vila Morena" e coincide igualmente com o 30º
aniversário da Ulmeiro. O autor do livro reúne nesta obra
depoimentos, entrevistas e histórias pouco conhecidas da vida
e obra de José Afonso.
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MENTIRAS, ELEFANTES E ETCÉTERA
Ascêncio
de Freitas |
Ler os contos deste novo livro de Ascêncio de Freitas é, desde o início até ao fim, uma surpresa permanente. Contos que, embora sujeitos a um único tema e a um único narrador - inscrito entre um
"Malhadinhas" de Aquilino Ribeiro e um
"Tatarana" de João Guimarães Rosa, ou directamente saído das "Novelas Picarescas" de Cervantes - surpreendem pela efabulação de cada um e pelo brilho e singularidade da escrita do talvez mais talentoso dos "criadores de linguagem" que hoje escrevem em Portugal. Neste caso uma escrita saborosa, satírica, mas crítica, de um humor absurdo, que não deixará de fazer sorrir o leitor ao mesmo tempo que o levará a admirá-la pela sua enorme qualidade como arte de
escrever.
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Gastronomia Portuguesa dos Anos 30 - Guia Completo da Culinária Portuguesa
Selecção e Organização: Sónia Monteiro |
"[...] a ideologia do Estado Novo não deixou de se preocupar com a gastronomia, recriando formas que se integravam e se completavam no modo de estar na sociedade. Ser da situação era: estar com ela, comungar com as ideias do Chefe, defender os princípios do corporativismo, praticar a chamada cultura popular, da Nação, comer e beber como o Regime enaltecia." (excerto do "Prefácio", da autoria de Carlos
Consiglieri). Para além de oferecer um enquadramento histórico ao tema, contemplando perspectivas políticas, económicas, culturais e sociais, esta obra estuda em particular o caso do jornal ilustrado
Fémina, que não dispensava a sua secção de gastronomia, e do livro
A Cozinha Familiar, da autoria da directora do jornal supracitado, Helena de Aragão
(embora tenha assinado o mesmo como Agarena de Leão, anagrama do seu verdadeiro nome), percorrendo o universo gastronómico português durante a década de 1930 com uma relação de várias
receitas.
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UMA
VISITA A PORTUGAL
Hans Christian Andersen |
Famoso pelos seus Contos, que se encontram representados nesta mesma
colecção (n.º 15), Hans Christian Andersen apresenta aqui, sob a forma de
notas e recordações datadas de 1866, um relato em que descreve várias terras
portuguesas, refere figuras nacionais de renome, como Castilho e Camões, e
narra eventos típicos. «O barco estava repleto de passageiros e bagagem. […]
Mais acima, no interior, o rio alarga e o espelho das águas funde-se com o
horizonte; em direcção à foz, no oceano, é delimitado pelas costas que
ressaltam do conjunto; todo o litoral é como que talhado, e são de facto
notáveis tanto o castelo real como Belém antigo.» (p. 56)..
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Hans C. Andersen (1805 - 1875), escritor
dinamarquês, conhecido mundialmente pelos seus admiráveis
contos cheios de ironia, graça e imaginação, é agora
incluído nesta colecção com uma primeira recolha.
Andersen esteve em Portugal em 1866 e
publicou as suas impressões de viagem num livrinho que
brevemente colocaremos à disposição dos seus numerosos
leitores.
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NASCENTE
DA SEDE
Fernando
Jorge Fabião |
Com este livro de poesia, Nascente da Sede, Fernando Jorge da Silveira e Sousa Fabião obteve o Prémio Revelação Ary dos Santos (1999), promovido pela Câmara Municipal de Grândola, com o apoio da Associação Portuguesa de Escritores, apenas um exemplo dos vários prémios que já angariou em muitos concursos literários. Para além disso, foi contemplado com uma Bolsa de Criação Literária (modalidade de poesia), atribuída pelo Ministério da Cultura, participou no Cancioneiro Infanto-juvenil e tem colaborado em vários jornais e revistas nacionais. "Escutar,/estar atento à gravidade/do mundo/pressentir o coração da terra/no mínimo gesto/no verde minucioso da manhã./O poema nasce da atenção/ao esplendor/das ínfimas coisas: a porta/branca, um cântaro vermelho/a luz excessiva do estio./ Pacto com real." ("Frágeis dizeres", p. 14)
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MEDITERRÂNEO
Maria
Graciete Besse |
Maria
Graciete Besse nasceu na Caparica. Licenciou-se em Românicas
pela Faculdade de Letras de Lisboa. Vive em França há alguns
anos. É Professora Catedrática na Universidade Michel de
Montaigne em Bordéus. Publicou vários livros. Nesta mesma
editora estão disponíveis os romances "Mulher sentada
no Silêncio", "Labirintos do corpo", o livro
de poemas "Olhar Fractal" e o ensaio "Alves
Redol - O Espaço e o Discurso". Tem colaboração
dispersa em jornais e revistas. |
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ANA,
DESABAFOS DE UMA PROFESSORA
Helena
Fraga |
A Livro polémico (testemunho, desabafo, ficção?), a indicar um grande
mal-estar no ensino em Portugal.
"Escrevo para ver se é possível compreender o que foram, para
mim, aqueles anos em que exerci a profissão de professora do Ensino Secundário, minha única e exclusiva profissão. Queria compreender a pessoa em que me tornei e porque nela me tornei pelo facto de Ter exercido essa profissão. É preciso tentar trazer à memória o que, ao longo desse tempo, aconteceu e como me ia sentindo. Foram catorze anos sem tempo para pensar o que sentia; sem licença para falar;
agora, deparo com um caos infinito de experiências que se sucederam à velocidade da luz. Como poderei fazer ressurgir, de tudo isto, algo de inteiro e definido? Descobrir as razões que me fazem estar como estou? Ser o que hoje sou? Trarei à superfície o que puder, um pouco indiscriminadamente, como fragmentos soltos de um naufrágio, do fundo das
águas. (...)" (Pág. 5). |
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Este Livro é a soma de outros quatro:
"Mar a Mar" (1981), "O Difícil Comércio das
Palavras" (1984) "Fragmento ou Enigma" 1985 e
"Rio do Esquecimento" (1993). Mas ao contrário do que
aprendi na escola, creio bem que este todo não é a soma
das partes. É outra coisa. E não apenas pela morte anunciada
de muitos adjectivos e advérbios e por uma ou outra alteração de
forma.
— José Antunes Ribeiro
"... aprendi que os livros nunca
estão acabados, que é possível que as histórias se
continuem a escrever a si próprias, sem o autor."
— Paul Auster |
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O
CAMINHO
J. Krishnamurti
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"Ele é o ser humano mais maravilhoso que eu já conheci."
— George Bernard Shaw
"As coisas mais impressionantes que já ouvi... Um claro testemunho
contemporâneo sobre o problema fundamental do Homem."
— Aldous Huxley
"Quando ele entrou no meu quarto, disse para comigo - Eis que chegou o deus do amor"
— Khalil Gibran
"Não conheço nenhum homem vivo cujos pensamentos me inspirem tanto."
— Henry Miller
"Krishnamurti influenciou-me profundamente e ajudou-me a romper com os limites das minhas restrições auto-impostas para a liberdade."
— Deepak Chopra |

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UMA
TEMPORADA NO INFERNO
Arthur Rimbaud |
O texto Uma
Temporada no Inferno é lábil, desconexo; muitas vezes torturado, punitivo; outras
triunfal, premonitório até. Encerra a experiência do delírio e a vertigem alucinante
de quem ingeriu "um afamado trago de veneno", que lhe queima as entranhas e que
o leva a escrever: "A violência da peçonha contorce-me os membros, torna-me
disforme, atira-me por terra. Morro de sede, sufoco, não consigo gritar. É o inferno, a
pena eterna! Vede como as labaredas crescem! Ardo como devia. Vá demónio!" |
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GESTÃO
DO CRÉDITO BANCÁRIO
Jacinto Cabido |
"... como é sabido, face ao rápido desenvolvimento e modernização das sociedades, às crescentes exigências dos mercados e à imparável inovação tecnológica, o Crédito Bancário vem estando em permanente fase de adaptação e sujeito a processos de actualização constantes."
"... a verdadeira alavanca, poderosa, influente e indispensável do desenvolvimento sócio-económico, pois que é, também, o Crédito Bancário o principal financiador da actividade económica nacional, mobilizando os volumosos recursos próprios e alheios de que os Bancos dispõem e para o que accionam diversos mecanismos de intervenção."
Quando, ainda jovem, estudara em Repeses e depois em Viseu, cedo me fixei naquele monumento.
E agora, já com a experiência e a sabedoria da vida, parafraseando aquele antigo bispo de Viseu, Dom António Alves Martins, a propósito da religião, diria que "o crédito deve ser como o sal na comida: nem muito, nem pouco; só o preciso".
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NA OUTRA MARGEM DA GUERRA
Ascêncio de Freitas |
Erika!... Erika!... - As sombras imóveis da noite, um milhão de anos atrás, tu, Erika, nós dois... nas águas baixas do mar de Sofala e ao longe, na mancha imensa do luar a transida vibração dos coqueiros da praia... nós dois, Glória, nós dois... uma convulsão de princípio do mundo... a claridade do luar... como a espuma... amando-nos submersos no terno mar de Sofala... o morno mar de Sofala... e o frio... o frio... o ódio... nós dois... eramos só nós dois, Glória, comovidamente desesperados.
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